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mundial

Passou-se pouco mais de um mês desde o fim da COP-15, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, até que se começasse a discutir com profundidade o que será da COP-16.
A cúpula do clima em Copenhague, COP-15, não trouxe o acordo ambicioso que todas as organizações não governamentais (ONGs) reivindicavam para as negociações internacionais de políticas e ações em mudanças climáticas.  Mas a mobilização da sociedade trouxe avanços significativos para a forma como a questão das mudanças climáticas será abordada de agora em diante. "As metas apresentadas pelos países no final de janeiro apontam para um aumento médio da temperatura do planeta em torno de 4ºC", alertou Gaines Campbell, especialista em mudanças climáticas do Vitae Civilis e membro da coordenação internacional da Climate Action Network (CAN).  “Os documentos enviados à UNFCCC apenas comprovam que não temos um acordo justo, ambicioso nem vinculante.”
A reunião, prevista para o fim deste ano, no México, ganhou extrema importância depois que o mundo saiu da Dinamarca sem nenhum acordo concreto sobre projetos para combater o aquecimento global e evitar que catástrofes naturais atinjam milhões de pessoas.

O investimento necessário para que as forças de mercado comecem a agir na direção certa – sem prejuízo da prosperidade, ou seja, formas de ganhar dinheiro sem agredir o planeta, é substancial, atingindo, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), US$ 15 trilhões em 15 anos em energias renováveis para chegar à emissão zero. É fundamental que se cortem, no mínimo, até 2020, as emissões de carbono em 40% em comparação com valores de 1990, sendo que para alcançar essa meta o investimento anual varia entre US$ 170 bilhões e US$ 542 bilhões, conforme a origem da estimativa.

A boa notícia é que o processo de transição já foi iniciado e o investimento associado já começou e está aumentando, tendo passado de USD$ 33 bilhões em 2004 para USD$ 148 bilhões em 2007 e USD$ 155 bilhões em 2008, de acordo com o relatório do UNEP – tendências globais do investimento em energia sustentável 2009.

O boom verificado na indústria das energias renováveis é igualmente ilustrativo e de acordo com um estudo do European Renewable Energy Council (EREC) e do Greenpeace – “Working for the Climate” no qual foi feita uma projeção que mostra que aumentando a produção de energias renováveis para nove vezes o que existe atualmente, substituindo a energia nuclear e parte da energia alimentada a carvão seriam evitadas mudanças catastróficas no clima.

O objetivo do estudo era determinar se esse aumento de nove vezes levaria a um aumento dos empregos no setor energético. O resultado do estudo foi que haveria um aumento de cerca de 2 milhões de empregos em 20 anos, no entanto se não se reverter para energias renováveis e se mantiver o desenvolvimento de energia no rumo atual, cerca de 500 mil empregos desapareceriam entre 2010 e 2030. Isso significa que, com o cenário que o estudo chama de “[r]evolução energética” em 2030, haveria cerca de 8 milhões de empregos no setor energético, três vezes mais do que se continuarmos nas bases atuais.


                                                        

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