O Brasil é o maior mercado mundial de energias renováveis, de acordo com um relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), uma vez que tem os melhores e maiores recursos para uma matriz energética menos agressiva para o meio ambiente. O país é um dos poucos com possibilidade de gerar toda a sua eletricidade a partir de fontes limpas e conseguiu mais de 90% dos novos investimentos do setor na América Latina. Cerca de 46% da energia utilizada no país vem de fontes renováveis, segundo a ONU. Além disso, 85% do poder de geração de energia do Brasil se deve às enormes usinas hidrelétricas e à indústria dos bicombustíveis.
Além disso, o Brasil é um dos líderes mundiais em financiamento de energias renováveis. Segundo a ONU, em 2008, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiou mais projetos de energias renováveis que qualquer outra instituição financeira do mundo. No entanto, o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDEE) 2008-2017, publicado pelo Ministério de Minas e Energia, prevê a construção de 81 usinas térmicas até 2017, das quais 68 são alimentadas por combustíveis fósseis que lançam gases de efeito estufa para a atmosfera.

O Brasil tem um potencial gigantesco de geração de energias renováveis, sendo que em termos de eólica o potencial se situa nos 143 GW – mais de uma vez e meia a capacidade instalada de todas as usinas hidroelétricas, nucleares e termoelétricas juntas. Com relação a PCHs, o país dispõe 5 mil MW em projetos e inventários, sendo o potencial do país de 10 GW.
O leilão de Dezembro de 2009, especifico para energia eólica, onde foram comprados pela ANEEL (Agencia Nacional de Energia Eletrica) 1.805,7 MW com contratos de concessão de 20 anos, divididos em 71 empreendimentos, com um total de cerca de 773 aerogeradores. Estas usinas deverão entrar em operação em 1 de julho de 2012 depois de um investimento de cerca de R$ 9,4 bilhões (de acordo com o Ministério de Minas e Energia) e deverão produzir 132.015 gigawatts por hora. O preço médio do MW ficou em R$148,39, o que representa, ao longo dos 20 anos de contrato um valor de cerca de R$ 19,59 bilhões.
Os resultados sinalizam que essa fonte tem excelentes oportunidades no Brasil quando se tem preços competitivos - afirmou o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann.
O preço atingido abre novas possibilidades para o mercado, incluindo a negociação no mercado livre, tendo já em Janeiro de 2010 sido realizado o primeiro leilão eólico voltado exclusivamente para agentes livres, onde a CEMIG comprou 218 MW por R$ 145.
Posteriormente, em Fevereiro, o Ministério de Minas e Energia, anunciou a realização de dois leilões onde a energia eólica poderá participar. O primeiro deles, a realizar já no segundo trimestre de 2010, será um leilão para contratação de energia de reserva, específico para Pequenas Centrais Hidrelétricas - PCHs e empreendimentos de geração a partir de biomassa e de fonte eólica. O segundo, a realizar no segundo semestre de 2010 será um leilões de Compra de Energia Elétrica Proveniente de Novos Empreendimentos de Geração para todas as fontes de energia elétrica.
Todo este avanço no setor está sendo entendido pelos grandes players internacionais como a garantia há muito esperada para viabilizar investimentos no Brasil, de tal forma que fornecedores internacionais – Fuhrlaender, GE, Alstom e Semens e Suzlon, anunciaram já as suas intenções de implementar fabricas no Brasil, juntando-se desta forma as 2 já existentes – Wobben e Impsa.